Partidos de oposição de diferentes espectros políticos se articularam na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) para frear a realização de uma nova eleição para a presidência da Casa em meio ao impasse institucional provocado pela recente crise no comando do governo estadual. A movimentação ocorre após o presidente da Alerj, Guilherme Delaroli, sinalizar a intenção de convocar um novo pleito após a homologação da retotalização de votos, que ocorre nesta terça-feira. O gesto que mobilizou as legendas oposicionistas.
Em resposta, dirigentes de PSD, partido do ex-prefeito Eduardo Paes, MDB, Podemos, PT, PDT, PSB, Cidadania e PCdoB se reuniram, na tarde desta segunda-feira, em uma frente partidária e decidiram defender o adiamento da eleição. Em nota pública divulgada hoje, as siglas argumentam que o cenário atual é de “desastre institucional e incerteza jurídica” decorrente da cassação que levou à dupla vacância no Estado do Rio.
O documento menciona ainda decisões recentes do Supremo Tribunal Federal (STF), no âmbito da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 7942 e da Reclamação nº 92.644/RJ, ambas ainda em curso, para sustentar que há “inviabilidade jurídica, legal e institucional” para a realização de eleições na Alerj neste momento.