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Paulo Gorgulho fala de novos projetos na TV e no streaming, do casamento de quase 40 anos e dos netos


Paulo Gorgulho deixou para trás há muito tempo a imagem do galã que o alçou à fama em “Pantanal” (1990), da Manchete. Ao longo da carreira televisiva, que começou na década de 1980, o ator, hoje com 66 anos, intepretou uma variedade de personagens complexos, como o diretor de escola Jaci, da série “Segunda chamada” (2019), e o empresário Leonel Rubião de “Amor perfeito” (2023), só para citar papéis mais recentes.

— Foi um opção minha, sim (diversificar). Quando entrei na Globo, era muito difícil fugir do estereótipo e interpretar um outro tipo de personagem. Lembro quando o (diretor teatral) Antonio Abujamra disse que tentaria um teste para mim na emissora. Eu falei: ‘Se eu for, eles vão me engolir’. Era bem jovem e estava fazendo teatro com ele. E no palco você vive todas as possibilidades, então forcei para abrir este leque na televisão — relembra ele, que acabou fazendo sua estreia na emissora em “O dono do mundo” (1991).

Em breve, Gorgulho poderá ser visto na sexta temporada de “Sessão de terapia“, na novela vertical “Uma babá milionária” (ambas produções do Globoplay) e na série “Emergência radioativa”, da Netflix, que estreia em 18 de março.

Em “Emergência radioativa”, dirigida por Fernando Coimbra e estrelada por Johnny Massaro, ele volta a uma história pela qual já transitou: a do acidente com césio-137 em Goiânia, ocorrido em 1987. Gorgulho já havia trabalhado no longa “Césio 137 – O pesadelo de Goiânia”, de Roberto Pires, lançado em 1990:

— No filme, a questão é narrada pela visão de dois catadores, interpretados por mim e pelo Paulo Betti. Nesta nova série, o acidente é analisado pelo ponto de vista da comunidade científica. Quando a situação aconteceu e não havia preparo para lidar com ela, vieram de fora alguns cientistas. Eu interpreto um deles, um cientista judeu. Apareço calvo em cena, aprendi umas rezas. Foi um aprendizado interessante. Houve um cuidado muito grande na realização da trama.

Já em “Uma baba milionária” ele divide a cena com Bia Seidl, Raphael Vianna, Laryssa Ayres e Fernanda Paes Leme. O ator conta que nunca tinha ouvido falar do formato:

— Quando meu escritório (de agenciamento) me consultou, eu nem sabia o que era uma novela vertical. Achei fascinante o formato e o que pode de bom ser proporcionado pela tecnologia, como, por exemplo, os produtos serem assistidos dentro de um transporte público, pelo celular. Conheci o Gustavo Reiz (autor) na Record. É alguém que entende muito dessa carpintaria da dramaturgia. E a história é bem clássica, com vilã e mocinha. Tudo se desenvolve muito rápido, pois são apenas 50 episódios de cerca de dois minutos.

Em “Sessão de terapia”, série dirigida por Selton Mello, Gorgulho interpreta um homem rico que leva a vida como um adolescente até que sofre um infarto e precisa rever seu histórico.

— Ele é um cara culto, da alta sociedade, um dândi que está saindo com modelos novinhas, tomando remédios para disfunção erétil, bebendo todas. Além disso, tem que lidar com um neto. Ser avô vira um problema para alguém que quer a juventude eterna. É um personagem bastante profundo, complexo e completo — descreve Gorgulho, brincando sobre a quantidade de texto em cena: — É um monólogo por dia, não tem jeito. A gente brincava muito porque é aquilo: você fala, fala, fala, aí olha para o terapeuta e pergunta o que ele acha. Aí ele devolve com um: ‘O que você acha?’. E aí você fala, fala, fala. O Selton é um cara muio generoso dirigindo, está aberto ao que a gente propõe.

E, neste rol de papéis, um vem se destacando nos últimos tempos: o de avô. Gorgulho tem dois netos, Samuel, de 2 anos, e Arthur, de 5 meses, filhos de Catarina, sua filha mais velha.

— São dois grandes projetos e os mais importantes da minha vida. É muito bom ser avô, porque você deixa eles fazerem todas as bobagens e depois eles vão pra casa.

Gorgulho é casado desde 1989 com a professora Vânia Gnaspini, com quem tem Catarina, Guilherme e Francisco. Ele diz que, desde muito cedo, soube que queria investir em uma família sólida mesmo em meio à instablidade da profissão:

— Não foi fácil. Teve muito choro, muita lágrima, saudade, distância, angústia. Mas eu e Vânia levamos a sério o nosso projeto de família. Eu e ela viemos de famílias muito problemáticas, por motivos distintos, e tínhamos o mesmo anseio de fazer algo diferente. Então, batalhamos por isso. Já aconteceu de ela viajar para me encontrar ou eu voltar durante a madrugada apenas para estar em um aniversário. Sempre batalhando e trabalhando.



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