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Agro acelera mercado de trabalho no Centro-Sul, enquanto Nordeste perde ritmo


A força do agronegócio, que já se refletia no PIB dos estados do Centro-Sul, mostra impacto agora também nos dados de desemprego. Esse é um fenômeno relativamente recente, no pós-pandemia, que pode ser observado em estados como Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná e Goiás. Potências do agro, eles estão entre os estados com menor taxa de desemprego do país, bem abaixo da média brasileira de 5,1%. A riqueza do agro, explica o economista Daniel Duque, pesquisador associado do FGV Ibre, criou uma classe média nessas regiões e ampliou a demanda por serviços e por serviços mais qualificados, o que ajuda a explicar a queda na taxa de desemprego.

— O agronegócio sempre teve reflexo na riqueza desses estados, mas não no desemprego. O que vemos agora é que esse boom econômico extrapolou para os serviços, e isso mexeu com a taxa de desocupação da região e também com o crescimento do rendimento. Nos anos 2000 e 2010, o Nordeste vinha tendo crescimentos maiores do que essa região na massa salarial, por exemplo. O que vemos depois da pandemia é que a velocidade nos estados do Nordeste caiu, enquanto acelerou no Centro-Sul, onde é forte o desenvolvimento do agronegócio — ressalta o economista.

Os dados divulgados nesta sexta-feira pelo IBGE mostram que, para 20 dos 27 estados, a taxa de desemprego de 2025 fechou no menor patamar da série histórica. Houve uma melhora generalizada no indicador. No entanto, essa melhora não se traduziu em redução das desigualdades regionais, nem no que diz respeito a gênero e raça, ressalta João Mário de França, do Centro de Estudos para o Desenvolvimento do Nordeste do FGV Ibre. Há muitos “Brasis” quando se fala em mercado de trabalho. O desemprego em Pernambuco, que ostenta a maior taxa do país, é quatro vezes o de Santa Catarina: 8,8% contra 2,2%. O desemprego entre homens é 2 pontos percentuais menor do que entre mulheres: 4,2% frente a 6,2%.

— Esse marco da queda da velocidade de melhora nos dados de desemprego e renda no Nordeste no pós-pandemia pode ser associado ao aumento da introdução de tecnologia em diversos segmentos e a problemas históricos da região em relação ao capital humano. Os estados têm os piores índices de escolaridade, e quanto menor a escolaridade, menor a capacidade de se adaptar às novas tecnologias. Além disso, há o baixo dinamismo econômico da região e os problemas de produtividade — destaca França.

A melhora nos dados de desemprego, que está na mínima histórica de 5,1%, acompanha o crescimento econômico brasileiro no pós-pandemia, diz França. Ele reforça, no entanto, que, para reduzir as diferenças regionais e os gaps históricos por raça e gênero, são necessárias políticas específicas:

— Os dados mostram que houve melhora para todos, mas, para haver redução dessas desigualdades, é preciso que os governos federal e estaduais implementem políticas de diversificação da atividade econômica, requalificação profissional, letramento digital, educação e apoio a mulheres e negros, que sempre detêm os piores indicadores de renda e as maiores taxas de desocupação e desalento.



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