A confecção da alegoria foi elaborada com o uso de materiais como papelão ondulado, papel e “despejos” do próprio barracão. O lixo produzido ao longo do ano no processo de construção das demais alegorias e das fantasias foi transformado em matéria-prima no terceiro carro.
A iniciativa tem tudo a ver com uma das facetas de Carolina no período da miséria: aquela que transformava tudo o que não tinha mais serventia em utilidade, uma verdadeira artesã dos descartes.
Segundo o carnavalesco Edson Pereira, a escola pretende incorporar o espírito da homenageada até na realização do ofício do carnaval. Para dar o tom da literatura incisiva e chocante de Carolina Maria de Jesus, o grupo teatral Ciclomáticos vai encenar denúncias tórridas do cotidiano da comunidade de Canindé, onde ela foi criada.
A Unidos da Tijuca é a quarta e última escola a desfilar na Marquês de Sapucaí nesta segunda-feira. A escritora Carolina Maria de Jesus, conhecida pelo clássico “Quarto de despejo”, terá sua vida contada pela escola do Borel. Para além dos livros, ela será exaltada como uma multiartista: além de escritora, a poeta, compositora, cantora e artesã.