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confira o novo ranking da Liesa


ViradouroUnidos do Viradouro levou o título de campeã do Carnaval 2026 nesta quarta-feira, ao gabaritar todos os quesitos. O quarto campeonato da escola de Niterói a mantém no topo do ranking da Liesa dos últimos cinco carnavais. Já a Grande Rio, que amargou um 8º lugar esse ano, viu a vice-campeã Beija-Flor assumir o 2º lugar da classificação.

Salgueiro e Mangueira também subiram uma posição no ranking, enquanto a Portela desceu duas posições. Confira a classificação atualizada:

O ranking

Escola 2026 2025
Viradouro
Beija- Flor
Grande Rio
Imperatriz
Vila Isabel
Salgueiro
Mangueira
Portela
Unidos da Tijuca
Paraíso do Tuiuti 10º 9
Mocidade 11º 11º

Após integrar a comissão de frente da escola, Ciça contornou a Marquês de Sapucaí ao fim da apresentação, com ajuda de cadeira de rodas e comboio de motos, e retornou a tempo de reger a bateria, no seu cargo de ofício.

A Viradouro abriu o desfile com uma apresentação marcada por efeitos especiais que impactaram o público. No primeiro carro, dois componentes — um deles com uma estrutura de metal nas costas, pesando mais de 25 kg — se transformaram em um leão. Farley Mattos e João Victor deram vida ao animal, símbolo da Estácio de Sá, escola marcante na trajetória de Mestre Ciça.

Comissão de frente do desfile da Viradouro — Foto: Domingos Peixoto / O Globo
Comissão de frente do desfile da Viradouro — Foto: Domingos Peixoto / O Globo

Mestre Ciça é um dos nomes mais respeitados da bateria no carnaval carioca. Aos 69 anos, construiu uma carreira que atravessa cinco décadas de avenida, de passista na Unidos de São Carlos, em 1971, a comandante de ritmistas em algumas das principais escolas do Rio.

Mestre Ciça, enredo da Viradouro, desfilou na comissão de frente (foto) e no último carro, regendo os ritmistas — Foto: Mauro Pimentel / AFP
Mestre Ciça, enredo da Viradouro, desfilou na comissão de frente (foto) e no último carro, regendo os ritmistas — Foto: Mauro Pimentel / AFP

Neste ano, ele viveu um feito raro: ser o enredo da Unidos do Viradouro — vencedora do Estandarte de Ouro como melhor escola — e, ao mesmo tempo, o responsável por conduzir a bateria da própria homenagem na Sapucaí. Ciça também foi eleito Personalidade do Ano pelo Estandarte, que é uma realização dos jornais O GLOBO e Extra e chega à 54ª edição.

Porta-bandeira, Rute Alves, e o mestre-sala, Julinho, no desfila de Viradouro — Foto: Domingos Peixoto
Porta-bandeira, Rute Alves, e o mestre-sala, Julinho, no desfila de Viradouro — Foto: Domingos Peixoto

Considerado o mestre de bateria mais longevo em atividade — na função há cerca de 40 anos —, Ciça, que já foi mecânico de automóveis, ingressou no carnaval carioca como passista, em 1971, para depois tornar-se ritmista na São Carlos, onde tocou agogô de duas bocas.

Leão de 15 metros no desfile da Viradouro — Foto: Guito Moreto / Agência O Globo
Leão de 15 metros no desfile da Viradouro — Foto: Guito Moreto / Agência O Globo

Um dos destaques do desfile chamou a atenção da arquibancada: a Viradouro levou um leão para rugir bem alto no abre-alas. O leão também tinha patas e cabeça que se movimentam, além de uma coroa giratória. A alegoria, de 15 metros, simboliza a Estácio de Sá. Ao lado do veículo, telas de LCD exibem figuras marcantes do samba, entre elas Dominguinhos do Estácio e Luiz Melodia.

Juliana Paes, rainha de bateria da Viradouro — Foto: Fabiano Rocha / Agência O Globo
Juliana Paes, rainha de bateria da Viradouro — Foto: Fabiano Rocha / Agência O Globo

Aos 46 anos, a atriz Juliana Paes voltou ao posto de Rainha de Bateria da Viradouro após 17 anos. A rainha de bateria surgiu vestida como realeza, com um figurino feito em Milão, na Itália. A assinatura é da grife de alta-costura Dolce & Gabbana. Em 2007, Juliana era Rainha de Bateria da escola, quando Ciça botou a bateria num carro alegórico, como na noite de segunda-feira (16).

Ritmistas da bateria no desfile da Unidos do Viradouro — Foto: Fabiano Rocha / Agência O Globo
Ritmistas da bateria no desfile da Unidos do Viradouro — Foto: Fabiano Rocha / Agência O Globo

A escolha de transformar o mestre em tema não foi apenas afetiva. A Viradouro levou para a avenida uma narrativa que celebra a trajetória de Ciça como símbolo de disciplina, liderança e resistência do samba.

Desfile da Unidos do Viradouro — Foto: Domingos Peixoto / Agência O Globo
Desfile da Unidos do Viradouro — Foto: Domingos Peixoto / Agência O Globo

O desfile percorreu sua história desde o início na Estácio, berço onde cresceu, passando pelas passagens por União da Ilha do Governador, Acadêmicos do Grande Rio e Unidos da Tijuca, até os títulos conquistados — incluindo os campeonatos da própria Viradouro, em 2020 e 2024.

Desfile da Unidos do Viradouro — Foto: Domingos Peixoto / Agência O Globo
Desfile da Unidos do Viradouro — Foto: Domingos Peixoto / Agência O Globo

A vitória da Viradouro — que chega ao seu quarto campeonato, após os títulos de 1997, 2020 e 2024 — é também um prêmio a todos os sambistas. Com a ode ao mestre dos mestres, apelidado de Caveira, a agremiação de Niterói lembrou da trajetória no carnaval do homenageado, iniciada em 1971, ainda como passista da Unidos do São Carlos, escola que viria a se tornar a Estácio de Sá, a primeira em que Ciça comandou ritmistas (em 1989).

Desfile da Unidos do Viradouro — Foto: Domingos Peixoto / Agência O Globo
Desfile da Unidos do Viradouro — Foto: Domingos Peixoto / Agência O Globo

Aclamado pelo público, Mestre Ciça deixou o último carro alegórico da Viradouro visivelmente emocionado, na madrugada de terça-feira. — O carnaval venceu aqui hoje. É um momento único. A emoção do povo, da escola, prevaleceu. Fizemos um desfile de campeã, nos braços do povo — afirmou Ciça.

Desfile da Viradouro — Foto: Marco Terranova | Riotur
Desfile da Viradouro — Foto: Marco Terranova | Riotur

No fim do desfile, a Viradouro entregou mais uma surpresa: repetindo uma ideia que partiu do mestre em 2007, a escola colocou novamente a bateria sobre uma alegoria. Desta vez, a estrutura foi formada por chassis de um caminhão-cegonha e de um ônibus, totalizando 25 metros de comprimento.

Carro alegórico com Mestre Ciça, Juliana Paes, a bateria, Wander Pires, diretoria e dirigentes da Viradouro — Foto: Domingos Peixoto / Agência O Globo
Carro alegórico com Mestre Ciça, Juliana Paes, a bateria, Wander Pires, diretoria e dirigentes da Viradouro — Foto: Domingos Peixoto / Agência O Globo

Além da bateria — que subiu no carro ao deixar o primeiro recuo e por ali permaneceu até o fim do desfile —, a apresentação sobre a alegoria contou ainda com a companhia da rainha Juliana Paes, o intérprete Wander Pires (acompanhado de toda a equipe musical da escola), da diretoria e de dirigentes, como o presidente de honra Marcelo Calil e seu filho, Marcelinho Calil, totalizando 301 ocupantes.

Mestre Ciça em desfile da Viradouro — Foto: Rafael Catarcione | Prefeitura do Rio
Mestre Ciça em desfile da Viradouro — Foto: Rafael Catarcione | Prefeitura do Rio

Ciça fez uma promessa antes de a Viradouro entrar na Avenida: se a escola conquistasse o título, ele pararia de fumar. Após o resultado, em entrevista a O Globo, o mestre falou da emoção da vitória e garantiu que vai cumprir a promessa.

— Esse choro aqui é de alegria, sabe por quê? Venceu o sambista, venceu o carnaval — disse ele, interrompido por amigos que cantavam o samba campeão. — É um choro de alegria porque estamos no maior carnaval do mundo.



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