O Flamengo está de volta a uma Recopa Sul-Americana. Campeão em 2020 e vice em 2023, o rubro-negro quer validar o posto de atual vencedor da Libertadores contra o Lanús, que faturou a última Copa Sul-Americana. Mais do que isso, a nova taça continental, que começa a ser disputada às 21h30, no estádio La Fortaleza, em Buenos Aires, pode acalmar os ânimos de uma temporada com início vacilante.
Mesmo invicto há quatro jogos — três vitórias e um empate —, o time ainda não empolgou em 2026. Os padrões estão bem abaixo da crítica em relação ao que foi mostrado pelos comandados de Filipe Luís em 2025, e o álibi do pouco tempo de preparação física começa a sair de cena e dar mais eco às reclamações sobre perda da qualidade de jogo e falta de variações táticas.
O título da Supercopa do Brasil já ficou pelo caminho e o Carioca esteve na iminência de seguir o mesmo rumo, mas o Flamengo agora é semifinalista do torneio. Nesse contexto, a Recopa ganha uma importância extra.
Conquistar títulos passa longe de ser problema para o Flamengo desde que Filipe Luís assumiu o time profissional em setembro de 2024. São cinco títulos conquistados em um período de um ano e meio que alçou o treinador a um status renomado muito precocemente. Após os troféus da Copa do Brasil (2024), Supercopa do Brasil, Carioca, Libertadores e Brasileirão (2025), a Recopa é o último que lhe falta para fechar o “bingo” no futebol sul-americano. Ao mesmo tempo, pode ter um caráter diferente.
No Maracanã, na próxima quinta-feira, quando acontece o jogo de volta, o clube e a torcida esperam soltar o grito de alívio com nova volta olímpica. Assim como ter evitar a instalação de uma crise tão cedo em 2026.
— Sabemos que queremos colocar mais uma (Recopa) lá (na galeria de troféus). É um título muito difícil. Em 130 anos, o Flamengo só tem uma. Esse grupo sabe que temos que ir com todas as forças — assegurou Filipe Luís no último domingo.
O possível título também daria nova dimensão histórica a Filipe, que pode igualar Carlinhos, treinador mais campeão da História do Flamengo, com seis taças. Com cinco, o atual técnico está empatado com Flávio Costa e Jorge Jesus.
Para isso, será muito importante sair de La Fortaleza com um bom resultado. Este será mais um desafio em solo argentino para uma geração que vai adquirindo casca neste cenário. Em 2025, o Flamengo eliminou o Estudiantes, em La Plata, e o Racing, em Avellaneda, na caminhada para o título da Libertadores. As experiências serão importantes.
Filipe Luís promoverá o retorno da força máxima após usar um time misto no clássico com o Botafogo, no domingo passado, quando a equipe se classificou à semifinal do Carioca. A linha de defesa volta a ser inteiramente titular, incluindo Varela, recuperado de problema no tornozelo direito. Pedro e Arrascaeta também devem iniciar a partida.
Os desfalques são Jorginho (lesão na coxa esquerda), Plata (suspenso), Saúl (tornozelo esquerdo) e Wallace Yan (dores musculares). Sem o atacante equatoriano, a briga pelo lugar na ponta direita fica entre Lucas Paquetá, Carrascal e Luiz Araújo. E dependendo se Paquetá for alinhado no ataque ou como segundo volante, Evertton Araújo pode pleitear vaga no meio.
O Lanús tem duas preocupações no setor ofensivo do técnico Mauricio Pellegrino. A primeira é o atacante Rodrigo Castillo, com um edema muscular na perna esquerda. A outra é o meia-atacante Marcelino Moreno, com um problema no pé esquerdo. Ambos foram desfalques na derrota para o Independiente, pelo Campeonato Argentino, na última sexta, e serão avaliados até a hora do jogo. Moreno tem mais chances de jogar.