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Policiais fantasiados são inovação positiva contra furtos no carnaval


Não há dúvida de que os desfiles de blocos, trios elétricos e escolas de samba em todo o país foram um sucesso, a julgar pelas multidões que tomaram em êxtase as ruas de capitais como São Paulo, Rio, Belo Horizonte, Salvador ou Recife. O carnaval é um ativo importante para o Brasil, não apenas como manifestação cultural. Movimenta hotéis, restaurantes, transportes e outros setores da economia. Mas a frequência de furtos e roubos ainda é um desafio para as autoridades. Apesar do uso cada vez maior da tecnologia, como sistemas de reconhecimento facial, drones ou detectores de metal, o problema persiste. No Rio, uma van foi atacada na saída do Sambódromo por assaltantes que levaram celulares e joias dos passageiros. Por mais que os visitantes guardem boas lembranças da festa, esse tipo de ocorrência sempre deixa nódoas.

Por isso mesmo, ainda que sejam iniciativas de alcance limitado, merecem elogio as estratégias criativas adotadas por policiais de São Paulo e Rio de Janeiro para coibir os crimes. Fantasiados, eles se infiltraram entre os foliões para flagrar a ação dos larápios, especialmente de celulares. Em São Paulo, seria difícil imaginar que por trás de fantasias de Scooby-Doo, Caça-Fantasmas, Turma do Chaves ou Round 6 estavam policiais civis atentos a atitudes suspeitas ou crimes. Segundo a polícia, nada foi aleatório, da escolha das roupas para combinar com o perfil dos blocos às áreas de atuação, definidas por meio de dados de inteligência. Ao menos duas dezenas de foliões-ladrões foram presos e levados do bloco para a delegacia.

No Rio, onde a estratégia também se mostrou bem-sucedida, policiais se fantasiaram de super-heróis, como Batman ou Capitão América, e de personagens de filmes e séries, como Sexta-Feira 13 ou Casa de Papel. Graças aos disfarces, flagraram num bloco do bairro de Santa Teresa duas mulheres furtando celulares. No momento da prisão, a dupla estava com cinco aparelhos. Segundo a polícia, elas somavam 29 anotações criminais, a maioria por furto. O delegado Victor Tuttman, da Delegacia de Repressão aos Crimes Contra a Propriedade Imaterial, revelou que policiais fantasiados foram espalhados por diversos blocos da cidade e contaram com a ajuda de drones.

São experiências inovadoras, que deveriam inspirar outras ações futuras. Claro que estão longe de resolver o problema, mas ajudam. Evidentemente, há que tomar cuidado para que a estratégia bem-intencionada não cause mais danos que benefícios. A viabilidade de qualquer ação policial dentro de um cortejo que reúne milhares, incluindo crianças, precisa ser avaliada com cautela. É impensável o uso de armas letais nessas ocasiões. A simples presença de agentes da lei disfarçados no meio de um bloco, porém, pode fazer com que ladrões pensem duas vezes antes de agir. Seja com uso da tecnologia, policiamento ou soluções criativas para flagrar ladrões, tudo o que puder ser feito para garantir a segurança do folião sempre será bem-vindo.



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