A investigação sobre o vazamento de dados fiscais de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e de seus familiares identificou a atuação de quatro servidores da Receita Federal, segundo informou nesta terça-feira a Corte por meio de nota. Mais cedo, a Polícia Federal realizou uma operação contra os servidores por acessos indevidos e vazamento de informações fiscais de ministros e seus familiares.
A investigação foi determinada pelo ministro do STF Alexandre de Moraes, em janeiro deste ano, para apurar se houve vazamento de dados sigilosos de ministros da Corte e de seus familiares na Receita Federal e do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf).
A abertura do inquérito se deu em meio aos desdobramentos de reportagem que menciona contrato do Banco Master com o escritório da mulher de Moraes, Viviane Barci. Em dezembro, a coluna de Malu Gaspar revelou que, ao longo de três anos, o contrato totalizaria R$ 131,3 milhões.
Em nota, o STF explicou que a investigação ficou vinculada, por prevenção, ao inquérito das fake news, relatado por Moraes. Conforme a Corte, “foram constatados diversos e múltiplos acessos ilícitos ao sistema da Secretaria da Receita Federal do Brasil, seguindo-se de posterior vazamento das informações sigilosas”.
“As investigações iniciais demonstraram, conforme relatório enviado pela Receita Federal ao STF, a existência de ‘bloco de acessos cuja análise, pelas áreas responsáveis, não identificou justificativa funcional'”, informou.