A CPI do Crime Organizado deve votar na semana seguinte ao Carnaval o pedido do senador Alessandro Vieira de quebra do sigilo bancário, fiscal, telefônico e telemático da Maridt Participações, de 1ºde janeiro de 2022 a 8 de fevereiro de 2026. A empresa pertence a dois irmãos de Dias Toffoli, o padre José Carlos e o engenheiro José Eugênio — e, soube-se somente agora, também é de propriedade do ministro Dias Toffoli.
Há forte pressão do STF e do mercado financeiro para que o requerimento não seja aprovado.
O voto aberto dos onze integrantes da CPI e o clima formado com as estarrecedoras revelações dos últimos dias sobre a participação de Toffoli neste caso são dois fatores que podem virar o jogo em favor do pedido de Alessandro Vieira.
Em 2025, a Maridt vendeu sua parte no resort Tayayá, no Paraná, onde o ministro Dias Toffoli até o fim de 2025 era frequentador frequente. Possuía um terço do negócio. Tinha como sócio o pastor Fabiano Zettel, cunhado e ex-faz-tudo de Daniel Vorcaro.
No requerimento, Vieira requereu ainda “a elaboração de RIFs (Relatórios de Inteligência Financeira) por parte do Coaf. O requerimento é bastante detalhado em seus objetivos.
Em relação ao sigilo bancário, pediu a quebra “de todas as contas de depósitos, contas de poupança, contas de investimento e outros bens, direitos e valores mantidos em Instituições financeiras”.
Pediu também a quebra do sigilo telefônico, “incluindo-se o registro e a duração das ligações telefônicas originadas e recebidas (remetente e destinatário), oficiando-se as operadoras de telefonia Oi, Claro, Vivo, Tim, Nextel, Algar, Surf Telecom e demais em operação no país”.
Assim como o sigilo telemático, “oficiando-se a empresa Meta para que forneça, a respeito da plataforma Instagram: dados cadastrais; localização; mensagens; comentários; e curtidas.