Em mais uma reviravolta no Cidadania, a ala majoritária da sigla divulgou há pouco uma declaração afirmando que não participou da reunião do Diretório Nacional realizada em 24 de fevereiro e, por isso, a considera nula.
Na ocasião, o presidente do partido, Roberto Freire, convocou um congresso para o dia 4 de março, em São Bernardo do Campo, quando deve transferir o comando da legenda ao deputado federal Alex Manente.
No documento, os signatários sustentam que o encontro não atingiu o quórum estatutário mínimo — maioria absoluta dos membros — e, portanto, a deliberação que marcou o congresso seria inválida.
Como resposta, o mesmo grupo aprovou uma resolução própria convocando um novo Congresso Nacional para o dia 6 de março, das 8h às 12h, em formato online.
A pauta única será a eleição de um novo Diretório Nacional para mandato de quatro anos. O nome escolhido pela maioria para reassumir o comando da legenda será o de Comte Bittencourt, atual vice-presidente, que tenta retornar ao posto.
Assim que a votação terminar, o diretório já pretende refazer o registro de Comte como presidente junto ao TSE.
As convocações paralelas aprofundam a crise interna e abrem caminho para uma disputa jurídica sobre a validade das decisões e sobre qual direção terá legitimidade para conduzir o partido.