A reunião entre o presidente do Banco de Brasíia, Nelson Souza, e os deputados terminou após quase 12 horas. Ficou marcada uma reunião de líderes para amanhã ( terça-feira), às 14h30. O presidente da Câmara Legislativa, Wellington Luiz, disse estar confortável com os esclarecimentos e que o projeto deve ser apreciado no plenário amanhã.
No entanto, alguns deputados ainda têm dúvidas de que o texto resolverá o problema do banco. Além disso, a Consultoria Legislativa da Câmara do Distrito Federal recomendou aos deputados a rejeição da redação atual do projeto que prevê soluções para o BRB fechar o buraco causado pelas operações com o Banco Master.
– Nós temos um objetivo principal: salvar o banco, que é um patrimônio de todos nós, moradores do Distrito Federal. No decorrer das discussões, serão apresentadas emendas para que possamos aprimorar o projeto e dar a tranquilidade que a população precisa – disse Luiz.
O projeto de lei encaminhado pelo GDF prevê que o governo poderá fazer operações de crédito com o Fundo Garantidor de Créditos (FGC) ou instituições financeiras, até o limite de R$ 6 bilhões. Outra mudança foi a redução do número de terrenos e imóveis que podem servir como garantia para um pedido de empréstimo ao FGC. Antes eram 12; agora, 9.
Na saída da audiência, o presidente do BRB disse que o projeto de lei voltará ao Legislativo com todas as informações sobre os imóveis, como endereço e preço. Durante a audiência, a Terracap (Companhia Imobiliária de Brasília) enviou um documento detalhando os valores dos nove imóveis que podem ser usados como garantia para um empréstimo. Somados, eles chegam a cerca de R$ 6,4 bilhões.