Pelo menos 30 presos políticos deixaram, na tarde de segunda-feira, uma prisão nos arredores de Caracas no contexto de uma histórica lei de anistia promulgada na quinta-feira na Venezuela sob pressão de Washington, constataram jornalistas da AFP.
— Somos livres! — gritavam vários dos libertados, com a cabeça raspada e camisas brancas, ao serem recebidos por familiares e pessoas próximas na saída da prisão de Rodeo I, a cerca de 40 km da capital.
Estados Unidos atacam Venezuela e capturam Nicolás Maduro
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Trump confirma ‘ataque de grande escala’ à Venezuela e diz que Maduro foi capturado — Foto: Reprodução
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Explosão em Fuerte Tiuna, maior base militar da Venezuela — Foto: AFP
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Um veículo em chamas na base aérea de La Carlota, em Caracas, após uma série de explosões em 3 de janeiro de 2026 — Foto: JUAN BARRETO / AFP
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Vídeo mostra helicópteros de operações especiais sobrevoando caracas — Foto: Reprodução
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Incêndio no Fuerte Tiuna, o maior complexo militar da Venezuela — Foto: AFP
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Incêndio no Fuerte Tiuna, o maior complexo militar da Venezuela — Foto: Luis JAIMES / AFP
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Espaço aéreo vazio na Venezuela enquanto ataques dos EUA atingem Caracas — Foto: flightradar24.com / ESN / AFP
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Rodovia Francisco Fajardo, em Caracas, fica vazia após ataques na Venezuela — Foto: Juan BARRETO / AFP
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Venezuelanos deixam o país após anúncio de captura de Nicolás Maduro por forças dos EUA — Foto: SCHNEYDER MENDOZA
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Venezuelanos deixam o país após anúncio de captura de Nicolás Maduro por forças dos EUA — Foto: SCHNEYDER MENDOZA
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Venezuelanos deixam o país após anúncio de captura de Nicolás Maduro por forças dos EUA — Foto: SCHNEYDER MENDOZA
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O secretário de Estado, Marco Rubio, e o secretário de Defesa, Pete Hegseth, estão atrás do presidente Donald Trump durante o anúncio de um plano para construir navios de guerra da “classe Trump”, em Mar-a-Lago. — Foto: Eric Lee / The New York Times
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Soldados colombianos são vistos em veículos militares na fronteira com a Venezuela, em Cúcuta — Foto: Schneyder MENDOZA / AFP
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Caminhão destruído na base aérea de La Carlota, em Caracas — Foto: Juan BARRETO / AFP
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Militares colombianos na fronteira com a Venezuela — Foto: Schneyder MENDOZA / AFP
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Passageiros aguardam no Aeroporto Internacional Luis Muñoz Marín, em Carolina, Porto Rico, após o cancelamento de todos os voos em decorrência dos ataques dos Estados Unidos na Venezuela. — Foto: Miguel J. Rodriguez Carrillo / AFP
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Passageiros aguardam no Aeroporto Internacional Luis Muñoz Marín, em Carolina, Porto Rico, após o cancelamento de todos os voos em decorrência dos ataques dos Estados Unidos na Venezuela. — Foto: Miguel J. Rodriguez Carrillo / AFP
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Trump compartilha imagem que diz mostrar Maduro a bordo do Iwo Jima — Foto: Reprodução | Truth Social
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Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, concedeu entrevista à rede de TV americana Fox News após o ataque na Venezuela — Foto: Reprodução / Fox News
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Donald Trump fala em coletiva de imprensa após ações militares dos EUA na Venezuela. — Foto: Jim WATSON / AFP
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O clima de celebração se mistura à preocupação. Cerca de 200 presos do Rodeo I aderiram a uma greve de fome para protestar contra o alcance da lei, que exclui muitos detentos vinculados a casos militares e policiais, não contemplados pelo novo instrumento.
A Justiça venezuelana já libertou cerca de 400 presos políticos em um primeiro processo de solturas anterior à anistia, da qual cerca de cem se beneficiaram entre sábado e domingo, segundo números preliminares. A ONG Foro Penal contabilizava ainda mais de 600 presos políticos encarcerados.
Aprovada e promulgada na quinta-feira, a lei de anistia havia sido prometida, sob pressão dos Estados Unidos, pela presidente interina Delcy Rodríguez.
“Trinta e seis anos de carreira intocável na polícia” e “preso de graça, sem motivo” em outubro de 2024, lamentou Armando Fusil, de 55 anos, comissário da polícia de Maracaibo, capital do estado petroleiro de Zulia (oeste). “Estou bem. Saí bem. Te amo muito, minha rainha!”, diz à esposa por telefone Robin Colina, outro dos detidos libertados. De cabeça raspada, como seus companheiros, e vestindo camiseta branca, Fusil está visivelmente emocionado. Com a voz um pouco trêmula, afirma que está “feliz, claro” por sair. “Todo mundo estava esperando a saída, estava esperando por todos os acontecimentos que estão acontecendo”. “Há muitas pessoas em greve de fome porque querem sair”, acrescenta.
A alegria pelas libertações dá esperança aos familiares que acampam do lado de fora do presídio há quase dois meses. Eles estão exasperados, e a greve de fome aumenta a angústia. “Estamos preocupados”, diz Hiowanka Ávila, de 39 anos. “Estamos aqui fora, os familiares, preocupados com essa situação lá dentro”. Seu irmão, Henryberth Rivas, é um civil acusado de ter participado de um atentado com drone contra Nicolás Maduro em 2018.