O candidato António José Seguro, do Partido Socialista (PS), é apontado pela boca de urna da “RTP”/Universidade Católica como o vencedor da eleição para presidente de Portugal.
Com 68% a 73% dos votos, o socialista derrota no segundo turno o candidato da ultradireita, André Ventura, deputado e presidente do partido anti-imigração Chega, que alcançou entre 27 e 32%.
Foram apurados até agora 69% das urnas. Seguro pode igualar a votação recorde do também socialista Mário Soares, que teve 70% dos votos na eleição para presidente da República em 1991.
Apesar do radical populista chegar ao segundo turno e consolidar a ascensão da ultradireita iniciada em 2019, os portugueses estava inclinados a eleger o candidato moderado.
Ao contrário de Ventura, que ameaçou governar somente para os portugueses, Seguro tem perfil conciliador e prometeu ser o presidente de todos durante o único debate no segundo turno.
No papel de chefe de Estado e das Forças Armadas, o presidente tem o dever de fiscalizar o governo, dissolver o Parlamento em momentos de crise e nomear o primeiro-ministro.
Também é sua função promulgar, rejeitar e enviar projetos aprovados no Parlamento ao Tribunal Constitucional para verificação legal, como aconteceu com o aperto na cidadania e pacote anti-imigração.
O resultado oficial deverá ser conhecido ao final da noite em Portugal. Aproximadamente 11 milhões de eleitores estão inscritos para votar. A abstenção é de aproximadamente 45%.
Cerca de 30 mil eleitores tiveram o voto adiado em uma semana devido às tragédias causadas em municípios por três tempestades consecutivas e que deixaram 15 mortos.