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China alerta os EUA que reagirá se investigação sobre acordo comercial de 2020 resultar em novas tarifas


A China alertou que tomará “todas as medidas necessárias” caso os Estados Unidos utilizem uma investigação sobre o acordo comercial de 2020 para impor novas tarifas, depois de Washington sinalizar que a apuração continuará.

Em comunicado divulgado nesta quarta-feira em resposta a comentários do representante de Comércio dos EUA, Jamieson Greer, o Ministério do Comércio da China afirmou que Pequim cumpriu o acordo da Fase Um apesar das interrupções causadas pela pandemia e honrou os compromissos assumidos em relação à propriedade intelectual e à abertura dos mercados financeiro e agrícola.

Também acusou os EUA de minar a implementação do acordo ao endurecer controles de exportação, restringir investimentos bilaterais e ampliar outras limitações que, segundo afirmou, dificultam o comércio e o investimento normais, acrescentando que um livro branco publicado em 2025 expôs seus argumentos.

“Se os EUA insistirem em levar adiante as investigações pertinentes, ou até mesmo utilizarem a investigação como pretexto para introduzir medidas restritivas, como tarifas, a China tomará todas as medidas necessárias para defender resolutamente seus direitos e interesses legítimos”, afirmou o ministério.

A troca de declarações injeta alguma incerteza nas relações bilaterais poucas semanas antes de Donald Trump visitar Pequim, na primeira viagem de um presidente americano desde sua última visita, em 2017. O episódio ocorre pouco depois de a Suprema Corte invalidar suas amplas tarifas emergenciais, eliminando as sobretaxas do segundo mandato de Trump sobre a China e deixando Pequim sujeita a uma tarifa menor do que a aplicada a aliados dos EUA.

Greer afirmou que o governo pode recorrer a tarifas com base em um dispositivo legal conhecido como Seção 301 e em outros estatutos após a decisão, e o Escritório de Comércio da Casa Branca (USTR, na sigla em inglês) abriu sua investigação sobre o cumprimento do acordo da Fase Um em outubro de 2025.

O Ministério do Comércio instou Washington a avaliar o acordo de forma “objetiva e racional” e a evitar a transferência de culpa, dizendo que deseja utilizar o mecanismo de consultas para focar nos consensos existentes e olhar para o futuro.



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