O tema mobilizou o Conselho Empresarial de Turismo e Hospitalidade (Cetur), que reuniu representantes do trade para alinhar dados e estratégias. Segundo o economista-chefe da CNC, Fabio Bentes, uma redução linear da jornada pode elevar a folha do setor em 26,9%, com repasse potencial de 12,5 pontos percentuais aos preços e impacto negativo de 9,3 pontos no volume de receitas. “O turismo é altamente sensível a eventuais choques de custos do fator trabalho por sem um dos grandes empregados da economia. Quando esse custo sobe, o grau de repasse tende a ser limitado à queda da demanda afetando significativamente o setor”, explicou.
O presidente do Sistema CNC-Sesc-Senac, José Roberto Tadros, alerta para efeitos sistêmicos. “Somos favoráveis à redução da jornada desde que feita por convenção coletiva. Uma regra única ignora as diferenças regionais e setoriais e pode comprometer empregos”, afirmou.