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Copom tenta mitigar reflexos da guerra na inflação


Ao cortar a taxa básica de juros em 0,25 ponto percentual, para 14,75% ao ano, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) transmitiu ao mercado um sinal de cautela diante do cenário inflacionário incerto descortinado pela guerra no Oriente Médio. Diante dos sinais ambíguos dentro e fora do país, a autoridade monetária tomou uma decisão menos conservadora do que teria sido possível com a manutenção da taxa.

Antes da crise nos mercados de energia deflagrada pela guerra, o esperado era um corte de 0,5 ponto percentual. Era consensual entre analistas que o Copom daria início a novo ciclo de queda da Selic depois de repetidas altas desde setembro de 2024. Afinal, a desaceleração da economia é nítida. Mas o quadro mudou quando as bombas começaram a cair. “No cenário atual, caracterizado por forte aumento da incerteza, o comitê reafirma serenidade e cautela na condução da política monetária, de forma que os passos futuros do processo de calibração da taxa básica de juros possam incorporar novas informações que aumentem a clareza sobre a profundidade e a extensão dos conflitos no Oriente Médio, assim como seus efeitos diretos e indiretos sobre o nível de preços ao longo do tempo”, diz comunicado do Copom.

Autoridades monetárias do mundo todo têm agora de lidar com o barril de petróleo acima de US$ 100 (não mais US$ 70) e com a incapacidade de prever quando o preço cederá. Não há dúvida sobre as consequências. A energia encarece transporte e produção, as empresas repassam a alta a produtos e serviços, a pressão por reajustes salariais ganha corpo, e a inflação sobe.

Uma das principais preocupações no Brasil é o preço do diesel. Na semana passada, o governo lançou um pacote zerando PIS e Cofins, com subvenção a produtores e importadores. Mas isso não impediu que a Petrobras já reajustasse o combustível nas bombas. A reação da inflação dirá se o corte de 0,25 foi a decisão correta ou se teria valido a pena ser mais conservador.

Enquanto persistir o fechamento do Estreito de Ormuz ou o mero risco de ataques a petroleiros, haverá pressão sobre preços. Basta um navio em chamas para lançar o seguro das embarcações nas alturas. É essa incerteza que mina o trabalho de bancos centrais para ancorar as expectativas inflacionárias. Nesta quarta-feira, o Fed, a autoridade monetária americana, manteve a taxa de juros inalterada, mas mostrou estar preocupado com o cenário no Oriente Médio.

No Brasil, o Tesouro promoveu nos últimos dias uma intervenção sem precedentes no mercado de títulos públicos. Cancelou leilões e deu início a uma recompra histórica de papéis. Tudo para acabar com o pânico que tomou conta das operações na semana passada, fazendo disparar projeções futuras de juros e deteriorando expectativas. Como medida emergencial de curto prazo, o movimento se justifica, pois ajuda a aliviar a tensão e a volatilidade. Mas é inevitável que, num prazo maior, o Tesouro tenha de se render aos humores dos investidores dispostos a financiá-lo — e tenha de pagar mais por isso.

A trajetória dos juros sofre influência do cenário externo, mas é a realidade interna que leva o Brasil a manter uma taxa real entre as mais altas do mundo — perto de 10%, descontada a inflação. A realidade ditada pelo desajuste fiscal crônico, resultado de um governo incapaz de equilibrar as contas públicas.



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