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É preciso ter paciência com um Flamengo sob novo comando e buscando se reencontrar


Aparentemente, um dos efeitos colaterais da riqueza excessiva no futebol é a perda do bom senso. Ou, talvez, da aceitação de que nem sempre o resultado estará a seu favor, construído com a naturalidade que um balanço saudável permite supor. E o Flamengo saiu vaiado para o vestiário ao intervalo do jogo com o Santos, sob cobranças de empenho da arquibancada, após 45 minutos que, se não eram brilhantes, estavam longe de ser um pavor.

O que o Santos impunha aos rubro-negros era um jogo de paciência. Mas, num Maracanã cheio três dias após uma derrota contundente em Bragança Paulista, o que o Flamengo enfrentava era a impaciência do estádio e do próprio time em alguns momentos. Em situações assim, sair atrás no placar costuma ser a receita do drama. No entanto, mais preparado para lidar com a marcação individual do Santos no segundo tempo, o time deu a volta no jogo e ganhou com autoridade.

Por vezes, quando elencos muito fortes lidam com dificuldades, é tentador esquecer que há um rival propondo algo do outro lado. Cuca apostou numa marcação individual pelo campo todo. Para ter uma sobra na linha defensiva, marcava com um homem a menos a saída de bola do Flamengo. E o primeiro tempo passava por um “mini jogo” que acontecia dentro do próprio jogo: Léo Ortiz, Léo Pereira, Jorginho e Evertton Araújo enfrentando Thaciano, Lautaro Díaz e Oliva. No restante do campo, cada jogador do Flamengo era seguido por um rival.

O Flamengo tentava usar o homem a mais na saída para ter um jogador livre, que conduzisse a bola até atrair um santista que largasse um rubro-negro livre. Quase sempre, a aposta era na condução de Léo Pereira pela esquerda, onde Samuel Lino e Ayrton Lucas têm mais aptidão receber passes em profundidade. Ainda assim, por mais que Carrascal arrastasse Escobar para livrar espaços, que Lino tirasse Zé Ivaldo do lugar e criasse duas situações muito boas, as chances não eram tão claras. Por vezes, faltava algo de peso na área. Não era exatamente uma partida ruim do Flamengo, era um jogo difícil.

Onde a equipe de Leonardo Jardim ia mal era na tarefa de conter contragolpes do Santos, que teve mais escapadas do que o treinador rubro-negro pretendia. Seria fatal na segunda etapa, quando um Flamengo que já apostava muito nas conduções de bola dos zagueiros permitiu o mano a mano de Lautaro Díaz contra Ortiz: o Santos saía na frente.

Com Jorginho alguns passos adiante, o Flamengo tentava isolar seus três homens na saída — quase sempre Ortiz, Léo Pereira e Evertton Araújo entre os dois — para fazer um três contra dois diante de Thaciano e Díaz. A ideia era liberar Ortiz pela direita, ou Léo Pereira pela esquerda, para conduzir a bola e criar superioridades pelos lados do campo. A esta altura, o Flamengo empurrava o Santos para trás e tinha total controle das ações, conseguindo também ser mais incisivo no ataque.

Foi numa trama pela direita e Varela, um dos destaques da partida, descobriu Carrascal para o cruzamento e o gol de Pedro. Foi num cruzamento de Léo Pereira pela esquerda que o árbitro viu pênalti em Arrascaeta. As intervenções de Leonardo Jardim, das entradas de Bruno Henrique e Paquetá — e mais tarde de Plata e Luiz Araújo —, às mexidas táticas na forma de atacar do Flamengo, tiveram efeito. A resistência do Santos de Cuca, com sua marcação individual, estava quebrada.

A partir daí, o talento sentenciou o jogo quando o Santos já oferecia mais espaço. Uma qualidade refletida no golaço de Paquetá. Não é um Flamengo pronto, é um time sob novo comando e buscando se reencontrar. Ou seja, trata-se de um teste de paciência. Contra o Santos, o mérito foi adaptar-se ao tipo de jogo do rival e à ansiedade do Maracanã.

Em sua curta passagem como interino, Rodrigo Bellão entrega ao próximo técnico do Botafogo, Franclim Carvalho, um time menos exposto. O meio-campo reforçado e os rápidos contragolpes foram chaves na virada em São Januário. Mas tudo o que cerca o futuro alvinegro é incerto. A instabilidade no comando e o endividamento da SAF tornam a próxima janela uma temeridade. E até Franclim, em função diferente da 2024, é uma aposta.

A dança de cadeiras de treinadores tem, como efeito colateral, diagnósticos afobados sobre trabalhos que mal se estabeleceram. O Vasco de Renato Gaúcho (foto) era visto como um time transformado. Contra o Botafogo, obrigado a ter iniciativa diante de um rival que defendeu mais atrás, foi ofensivamente pobre. Ainda assim, teve bom momento no início do segundo tempo e até poderia ter vencido, antes de sofrer o empate e se desestruturar totalmente.

Exibir no telão os lances revisados pelo VAR é saudável: amplia a transparência do jogo e a compreensão ao público no estádio. Mas até isso os jogadores do futebol brasileiro transformam em senha para o tumulto. Após a anulação do gol de Léo Ortiz, os rubro-negros impediram o reinício do jogo com gestos de desespero e inconformismo, apontando para um telão que exibia um acerto do VAR. Há um firme propósito em inviabilizar a arbitragem.



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