Do ponto de vista profissional, qual foi o momento mais crítico da sua carreira de 35 anos à frente da TV?
Posso citar a perda de alguns programas. Em 1991, tinha acabado de ganhar o “Festolândia”, que acabou três meses depois. Ia bem de audiência, mas não tinha reconhecimento comercial. Trabalhando numa TV comercial (SBT), você precisa vender. Era uma época de cortes, e meu programa foi cortado por conta dos números financeiros. Ali, percebi que era muito forte, e que às vezes, precisamos dar três passos para trás até dar um para a frente. Tinha 16 anos e pedi ao Silvio Santos, aos prantos, chorando muito, que não me mandasse embora, queria permanecer no ar.
Ele disse: “Você não vai ser demitida, tem um ano de contrato, vou continuar te pagando”. E eu: “Não é sobre dinheiro, é sobre trabalho”. Pedi uma chance e disse que faria qualquer coisa que não tivesse tanto custo. Ele respondeu que a única coisa que tinha era apresentar desenho, que não ia ter cenário, nada. Comecei a sentar num banquinho apresentando desenhos, me autointitulei VJ de desenhos e as pessoas começaram a gostar daquela menina divertida, criativa. Não tinha como dançar nem ter bailarinos, então, comecei a brincar com a mão.
Os famosos dedinhos da Eliana…