Acho a sidra uma tremenda injustiçada, Manu! É bem verdade que, por aqui, ela é comumente associada a bebida doce de baixa qualidade, para estourar na virada do ano — e olhe lá. Mas recomendo acabar com o preconceito com a bebida fermentada de maçã, refrescante e perfeita para verão! No Deja Vu, bar descolado na Glória (Rua do Russel 344), na calçada ou no charmoso salãozinho bebe-se a brasileira Çã, feita com maçãs do Sul do país (R$ 32, 300ml).
No novíssimo Borbulhas, bar de fermentados no Novo Mercado São José (Rua das Laranjeiras 90), há três exemplares: a Manza, de Belo Horizonte, uma demisec com limão-siciliano, e a carioca Brett, são levemente adocicadas, (R$ 22, cada, long neck — a primeira também em lata). Já a sidra da gaúcha Vivente, de fermentação e gaseificação naturais, é brut, bem sofisticada, e servida em garrafa de 750ml (R$ 150 reais).
A padaria artesanal Slow Bakery também entrou na onda: tanto na unidade de Botafogo (Rua General Polidoro 25) quanto na do Jardim Botânico (Rua Maria Angélica 113), também tem a Vivente II 2022 Macerada (R$ 199), além da francesa Kernè (R$ 99), da região da Bretanha, onde é muito popular. E no bar de vinhos naturais Libô (Rua Conde de Irajá 90, Botafogo), a sommelière Maíra Freire avisa que, até o fim do mês, vai incorporar uma sidra do Sul na carta, para acompanhar as comidinhas da chef Roberta Ciasca. Merece um brinde, né?