Washington começará, “em algumas semanas”, a desembolsar os bilhões de dólares que deve às Nações Unidas, ao mesmo tempo em que continuará pressionando por reformas no organismo, disse nesta quarta-feira o embaixador dos Estados Unidos na ONU. A entidade enfrenta problemas orçamentários crônicos porque alguns Estados-membros não pagam integralmente suas contribuições obrigatórias ou o fazem com atraso.
O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, advertiu em janeiro sobre o risco de paralisação da organização caso os países não paguem o que devem. Segundo informes, Washington deve mais de 2 bilhões de dólares (cerca de R$ 10 bilhões) à ONU por sua participação no orçamento ordinário e quase o mesmo valor para o orçamento das operações de manutenção da paz.
“Vamos pagar”, afirmou o embaixador dos Estados Unidos na ONU, Mike Waltz, acrescentando que o dinheiro chegaria “em algumas semanas”, mas não deu detalhes sobre quanto Washington está disposto a desembolsar.
Robôs afirmam, durante conferência da ONU, que poderão dirigir o mundo melhor que humanos
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CEO da Hanson Robotics, David Hanson (à direita), ouve o robô AI “Sophia” durante o que foi apresentado como a primeira conferência de imprensa do mundo com um painel de robôs sociais humanoides habilitados para IA — Foto: Fabrice Coffrini / AFP
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Afirmaram também que os humanos devem ter cuidado com a IA e admitiram que ainda não controlam nossas emoções.
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Especialistas, dirigentes e representantes de empresas debateram necessidade de elaborar normas que garantam que tecnologias sejam utilizadas para fins positivos
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Robôs humanoides alimentados por Inteligência Artificial (IA) disseram, em uma conferência da ONU, que um dia poderão administrar o mundo melhor do que os humanos.
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Esses robôs – alguns dos mais avançados do mundo – estiveram presentes, junto com mais de 3 mil participantes
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Cúpula Mundial sobre IA para o Bem (“AI for Good Global Summit”, no original), organizado pela União Internacional de Telecomunicações (UIT), agência da ONU especializada em tecnologia.
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”Que tensão neste silêncio!”, disse um dos robôs antes do início da coletiva de imprensa
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Quando perguntaram a Sophia, um robô desenvolvido pela Hanson Robotics, sobre sua capacidade de governar o mundo, ela respondeu que “robôs humanoides podem liderar com mais eficiência do que os governantes humanos”.
Especialistas debateram normas que garantam que tecnologias sejam utilizadas para fins positivos
Ele ressaltou, no entanto, que os Estados Unidos mantêm sua exigência de reformas dentro da ONU.
“Continuaremos pedindo a esses organismos que façam pelo menos a mesma quantidade, se não mais, com menos” recursos financeiros, acrescentou.
Desde o retorno de Donald Trump à Casa Branca há pouco mais de um ano, os Estados Unidos reduziram seu financiamento a alguns organismos da ONU, retiraram-se de outros (incluindo a Organização Mundial da Saúde) e rejeitaram ou adiaram certas contribuições obrigatórias. Houve ampla preocupação de que Washington esteja tentando minar o multilateralismo.
Waltz assegurou que o “Conselho da Paz” criada por Trump “não está destinada a substituir a ONU, mas a complementá-la”. Ele também descartou os apelos de alguns para que a ONU reavalie sua sede em Nova York após vários líderes terem seus vistos negados para participar da Assembleia Geral no ano passado.