Á primeira vista, parece que as águas estão em chamas ao caírem do El Capitan, uma formação rochosa que fica no Parque Nacional de Yosemite, na Califórnia, Estados Unidos. O fenômeno que acontece no inverno na região todos os anos, sempre em fevereiro, ficou conhecido como “cascata de fogo”, e tem atraído cada vez mais visitantes para se deslumbrarem com essa grande ilusão de ótica natural.
Para as águas ganharem um tom de fogo dourado, tudo na natureza tem que estar em seu devido lugar. Naturalmente, o grande rochedo não tem quedas d’água, como cascatas ou cachoeiras. Uma cachoeira surge por uma curta temporada graças ao derretimento da neve nos picos da Serra Nevada. Aliado a isso, o ângulo da luz do entardecer, no pôr do sol, dá o tom certo.
Os visitantes devem ficar atentos. Esse espetáculo não se alonga, demorando apenas cerca de 10 minutos todas as tardes, destaca a National Geographic. E nem sempre as condições climáticas favorecem esse fenômeno, ou uma boa visibilidade. O céu limpo está entre os elementos necessários.
O perfil do parque no Instagram destacou que o “período de observação da Horsetail Fall em 2026, previsto para 10 a 26 de fevereiro, quando o sol poente pode iluminar a cachoeira em El Capitan com um brilho intenso e avermelhado”. “O fenômeno depende de condições naturais, incluindo o volume de água, céu limpo e o ângulo do sol”, aponta um trecho da publicação que fala sobre a temporada.
Como acontece todos os anos, quem consegue um registro desse momento compartilha por meio de fotos e vídeos nas redes sociais, como tem acontecidos nos últimos dias. Mas isso começou há tempos, em 1973, para ser mais preciso, como o fotógrafo de vida selvagem Galen Rowell fez o “clique” que popularizou a região, lançando-a à fama de “cascata de fogo”, lembra a National Geographic.
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