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Funeral de Ali Khamenei começa nesta quarta-feira em Teerã e terá três dias de cerimônias


O funeral de Estado de Ali Khamenei, que governou o Irã durante quase quatro décadas e morreu no sábado em ataques das forças israelenses e americanas, terá início na noite desta quarta-feira (tarde, no horário de Brasília) e se estenderá por três dias. A informação foi divulgada pela agência estatal Irna.

“A partir das 22h00 de quarta-feira (15h30 de Brasília), os fiéis poderão prestar uma última homenagem ao corpo do guia mártir da nação, visitando a Grande Mesquita Imã Khomeini, em Teerã”, anunciou a Irna, citando comunicado do Conselho Islâmico para a Coordenação do Desenvolvimento.

Khamenei tinha 86 anos e será enterrado em Mashhad, cidade sagrada no nordeste do país onde nasceu.

A morte do líder supremo desencadeou cenas opostas de luto e celebração no país e uma onda de protestos em diferentes partes do Oriente Médio, do sul da Ásia e da Europa. Segundo relatos de veículos como o The Guardian, o The New York Times e a CNN, milhares de pessoas ocuparam as ruas de Teerã e de outras cidades iranianas após a confirmação de que Khamenei foi morto durante uma série de ataques coordenados atribuídos aos Estados Unidos e a Israel.

No centro de Teerã, multidões vestidas de preto e carregando fotos do ex-líder entoavam palavras de ordem como “morte à América” e “morte a Israel”. Ao mesmo tempo, em outros bairros da capital e em cidades como Shiraz e Isfahan, grupos celebravam nas ruas, dançando, soltando fogos de artifício e gritando “liberdade, liberdade”.

Multidão lota praça em Teerã para homenagear Ali Khamenei — Foto: ATTA KENARE / AFP
Multidão lota praça em Teerã para homenagear Ali Khamenei — Foto: ATTA KENARE / AFP

Vídeos mostraram homens e mulheres dançando e gritando “Woohoo, hurrah”, enquanto motoristas buzinavam e música persa ecoava pelas ruas.

Iranianos comemoram em Karaj após relatos da morte de Khamenei.

Iranianos comemoram em Karaj após relatos da morte de Khamenei.

Sara, 53 anos, moradora de Teerã, relatou ao The New York Times que, ao ouvir a notícia, “gritou e pulou para cima e para baixo”. Segundo ela, “corremos para fora e gritamos com todas as nossas forças e rimos e dançamos com nossos vizinhos”. Ela afirmou que, um mês antes, havia participado de protestos contra o governo e que forças de segurança a agrediram com cassetetes e gás lacrimogêneo.

Em um vídeo publicado pela BBC, um homem gritou do alto de um telhado: “Khamenei foi para o inferno”. Já em Abdanan, cidade curda no oeste do país, jovens circularam de carro fazendo sinais de vitória. “Hoje à noite, 28 de fevereiro, parabéns pela nossa liberdade”, diz a narração de um dos vídeos verificados pelo Times. Em outro registro, um homem exclama: “Estou sonhando? Ah! Olá para o novo mundo. Ah!”.

Apesar das celebrações, apoiadores de Khamenei, que o consideravam uma figura religiosa reverenciada, expressaram tristeza nas redes sociais, mas estiveram pouco presentes nas ruas. O aiatolá, que tinha a palavra final nas decisões de governo, havia ordenado pessoalmente, segundo o jornal, o uso de força letal contra manifestantes em janeiro, em uma repressão que, de acordo com grupos de direitos humanos, matou ao menos 7 mil pessoas.

As comunicações por telefone fixo e celular foram interrompidas em várias regiões do Irã, dificultando a avaliação precisa do sentimento popular em um país com mais de 90 milhões de habitantes. Relatos iniciais indicam que mais de 100 pessoas teriam morrido na primeira onda de ataques.

A morte do líder também provocou repercussões internacionais. No Iraque, o governo anunciou três dias de luto oficial. O porta-voz Bassem al-Awadi declarou, em nota, que “com profunda tristeza, estendemos nossas condolências ao nobre povo do Irã e a todo o mundo muçulmano” após Khamenei ser morto em “um ato flagrante de agressão”.

Em Bagdá, manifestantes tentaram invadir a fortificada Zona Verde, onde fica a embaixada dos Estados Unidos. Já em Karachi, no Paquistão, centenas de jovens tentaram invadir o consulado americano. Segundo a rede Al-Jazeera, ao menos nove pessoas morreram em confronto com agentes de segurança e outras 20 ficaram feridas. Vídeos mostram manifestantes quebrando janelas do edifício enquanto a bandeira americana tremulava sobre o complexo.

Muçulmanos xiitas se reúnem durante um protesto anti-EUA e anti-Israel em Skardu, na região de Gilgit-Baltistão, no Paquistão — Foto: AHMAD AL-RUBAYE / AFP
Muçulmanos xiitas se reúnem durante um protesto anti-EUA e anti-Israel em Skardu, na região de Gilgit-Baltistão, no Paquistão — Foto: AHMAD AL-RUBAYE / AFP

Protestos também foram registrados na Caxemira administrada pela Índia. Em Londres, milhares de pessoas — muitas da diáspora iraniana — se reuniram no norte da cidade para celebrar a morte de Khamenei. Manifestantes exibiam a bandeira do “leão e do sol”, símbolo do período monárquico anterior à Revolução Islâmica, além de bandeiras de Israel e dos Estados Unidos.

Quase quatro décadas após assumir o poder, a morte de Khamenei representa uma mudança histórica para o regime teocrático iraniano. Ainda não está claro qual será o próximo passo político no país — se haverá transição para um novo sistema de governo ou se o poder será transferido a sucessores previamente indicados pelo líder supremo. Enquanto isso, o Irã e a região enfrentam um cenário de incerteza e tensão crescente.



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