O presidente do complexo monumental de Versalhes assumirá a direção do Museu do Louvre, em Paris, após a renúncia de Laurence des Cars. A informação foi confirmada nesta quarta-feira à AFP por uma fonte do governo francês, corroborando notícia publicada pelo jornal Le Parisien.
A nomeação de Christophe Leribault, de 62 anos, deve ser oficializada em reunião do Conselho de Ministros ainda nesta quarta-feira. Segundo a mesma fonte, ele terá como missão “garantir a segurança, modernizar e levar a bom termo” o ambicioso plano de renovação do museu “Louvre–Nova Renascença” (Louvre–Nouvelle Renaissance).
Na terça-feira, Des Cars apresentou sua renúncia ao presidente francês, Emmanuel Macron, que a aceitou. A saída ocorre após uma série de escândalos que se arrastam há meses e colocaram a instituição sob forte pressão pública.
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A pinacoteca — a mais visitada do mundo — está no centro da controvérsia desde o roubo, em outubro, de diversas joias da Coroa avaliadas em mais de US$ 100 milhões. Os criminosos invadiram o museu em plena luz do dia com o auxílio de um elevador de carga e fugiram em menos de oito minutos. O paradeiro das peças ainda é desconhecido. Vários suspeitos foram detidos.
Diretora aponta ‘decadência’ do Louvre e procura governo francês
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Infiltrações, ‘velharias’ e material obsoleto deixam Museu do Louvre em alerta — Foto: Dimitar Dilkoff/AFP
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A presidente e diretora do Louvre alertou para problemas que estão levando o maior museu do mundo à decadência — Foto: Dimitar Dilkoff/AFP
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Laurence des Cars lamenta “a multiplicação de danos em espaços às vezes muito deteriorados”, equipamentos técnicos “obsoletos” — Foto: Dimitar Dilkoff/AFP
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Ela cita também “preocupantes oscilações de temperatura que colocam em risco o estado de conservação das obras” — Foto: Dimitar Dilkoff/AFP
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A sala que abriga a Mona Lisa, admirada por cerca de 20 mil visitantes todos os dias, não foi afetada por esses danos, por exemplo — Foto: Dimitar Dilkoff/AFP
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Em novembro de 2023, uma exposição dedicada aos desenhos de Claude Gillot teve que ser fechada e transferida após vários dias devido a uma inundação — Foto: Dimitar Dilkoff/AFP
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Contatado pela AFP, o Palácio do Eliseu (residência oficial do presidente do país) disse que Emmanuel Macron foi alertado sobre a situação e que “falou em várias ocasiões com a ministra e a direção do museu” — Foto: Dimitar Dilkoff/AFP
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Laurence des Cars também fala da pirâmide de vidro, inaugurada em 1988 e “estruturalmente defasada” em um edifício projetado para receber quatro milhões de visitantes por ano, e que em 2025 recebeu quase nove milhões — Foto: Dimitar Dilkoff/AFP
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Outro problema é a falta de espaços para descansar e se alimentar, além dos banheiros, que estão abaixo dos padrões internacionais — Foto: Dimitar Dilkoff/AFP
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Segundo Christian Galani, do departamento de Cultura do sindicato CGT, “não passa um dia sem que se veja a degradação do edifício” — Foto: Dimitar Dilkoff/AFP
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Sala que abriga Mona Lisa, porém, não foi afetada
Em novembro, o Louvre precisou fechar uma galeria devido à deterioração estrutural do edifício. A instituição também enfrentou um vazamento de água que danificou centenas de obras da biblioteca de antiguidades egípcias.
Historiador da arte e conservador-geral do patrimônio, Leribault presidia o Palácio de Versalhes desde fevereiro de 2024. Antes disso, dirigiu os museus parisienses de Orsay e da Orangerie.