Promessa de campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a regulamentação do trabalho por aplicativo será deixada para o governo “para depois”. A afirmação foi feita pelo novo ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, que não deu uma data para retomar as discussões sobre o tema.
— Nós retiramos de pauta os aplicativos. Não há consenso nas Casa. Nem de um lado, nem do outro. Fica pra depois. Eu penso que é uma medida necessária. Estou cuidando disso para contornar esses problemas.
Na Câmara, o governo federal passou a atuar contra o textodo relator da proposta, deputado Augusto Coutinho (Republicanos-PE). O projeto seria votado nesta terça-feira na comissão especial, mas a análise foi adiada.
De acordo com Coutinho, a mudança de posição do governo, que inicialmente indicava apoio com ressalvas, foi motivada principalmente pelo impasse em torno do piso mínimo para entregadores. O relatório estabelece o valor de R$ 8,50, enquanto integrantes do governo defendiam um piso de R$ 10.
Segundo o relator, a rejeição do governo ao parecer inviabilizou o avanço da proposta na comissão especial, onde a votação estava prevista para esta terça-feira, mas acabou adiada.