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Segurança baleado em estação de trem no Rio terá que ter o rosto reconstruido


Um segurança terceirizado da Supervia levou um tiro na boca na noite desta quarta-feira, dentro da estação de Olinda, em Nilópolis, Baixada Fluminense. Saulo Cairo tem 28 anos e, após ser socorrido para a UPA de Edson Passos, foi transferido para o Hospital Adão Pereira Nunes, em Duque de Caxias, onde segue internado. Seu estado de saúde é regular, mas segundo a unidade, ele terá que passar pela reconstrução da face, assim que for clinicamente possível. A ocorrência causou pânico no local, já que tudo aconteceu por volta das 19h40, horário de grande movimento na volta para casa.

A sogra de Saulo, Cristina Pereira, conta que a família foi informada do ocorrido com o rapaz enquanto o segurança era transportado por uma ambulância, por uma socorrista. Por conta do ferimento, Saulo — que há um ano e meio atuava como segurança na estação — já não estava podendo falar, mas estava lúcido.

Segundo a prefeitura de Caxias, que administra o hospital, o paciente foi avaliado pela equipe multidisciplinar e realizou exames de imagens. No momento, por conta do ferimento, opaciente está se alimentando por acesso venoso. A família reclama que não é permitido acompanhante a Saulo, o que, de acordo com o município, se justifica por conta da idade do paciente e seu estado clínico.

Uma auxiliar administrativa de 23 anos, moradora de Nilópolis, presenciou tudo e está assustada. A mulher lembra que havia acabado de desembarcar de um trem do ramal Japeri, no qual havia viajado no vagão feminino. Naquele momento, ela, que ouvia com fones de ouvido uma aula do curso de Enfermagem, retirou o dispositivo de uma das orelhas para “ficar com um olho no padre e outro na missa”, diz a jovem, por achar o local perigoso.



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